domingo, 27 de setembro de 2015
A saudade mata.
Se a vida não fosse feita de partidas, provavelmente nunca descobriríamos o que é a verdadeira saudade. É raro partir, mas chega a uma idade em que somos obrigados a deixar o colo das mães e a viver por nossa conta, são tempos difíceis, onde tudo é realmente estranho e onde por mais que tentemos lutar contra aquilo que nos rodeia simplesmente não dá. É inevitável, é um mundo que automaticamente nos sufoca e nos tenta apagar a saudade pelo tanto tempo que nos ocupa, mas a saudade permanece e de cada vez que tenho que voltar para aquela que é agora a minha casa todos os domingos sinto uma face espetar-me nas costas. A saudade mata.
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